Porto de Santos terá dois novos terminais de líquidos em 2020

Em dois anos, o Porto de Santos terá dois terminais novos com especialização em granéis líquidos combustíveis. Um destes portos será leiloado em setembro. Na última sexta-feira (20), a Antaq anunciou um novo edital, que será publicado no primeiro trimestre de 2019. O objetivo do Governo Federal é de aumentar o volume de tancagem no País. Este volume é, hoje, considerado insuficiente para os portos.

Na sexta, os planos foram debatidos em audiência pública promovida pela ACS – Associação Comercial de Santos. “O Brasil recente tomou um susto, que está fazendo a gente refletir sobre a logística e armazenamento. Isso mostrou para o Governo Federal que o volume de tancagem no País inteiro está insuficiente para dar uma segurança neste setor. Estamos trabalhando várias áreas para líquidos tentando chegar antes para que isso se torne realmente um problema”, justifica o diretor da Antaq, Adalberto Tokarski.

O novo arrendatário deverá investir em torno de R$ 110 milhões na implantação do novo terminal. O maior investimento deve ser em tanques, que pode chegar a R$ 79 milhões.

O montante inclui a compra de equipamentos e a realização das obras necessários para o desenvolvimento da instalação. Sem contar com custos com dragagem dos berços de atracação. Com isso, em 2045, Santos deve movimentar 20 milhões de toneladas de líquidos ao ano.

Dúvidas

Durante a audiência, uma das preocupações levantadas pelos presentes foi a questão da infraestrutura do Porto. “O terminal vai se prestar a fazer expedição, tancagem e recebimento. Só que não podemos esquecer que para tudo isso se precisa de berço. Nessa questão, o berço de líquidos está bastante deficiente. Essa é uma das nossas grandes preocupações”, destacou o presidente da Associação Brasileira de Terminais Líquidos (ABTL), Carlos Kopittke.

“Parece que Santos têm gargalos e essa é uma preocupação, mas sabemos que tem berço para ser construído na Alemoa. Temos um contrato da Transpetro que cabe a construção de um berço e cabe ainda a própria obrigação do arrendatário em terminal fazer o investimento e nós estamos cuidando disso”, ponderou o diretor-geral da Antaq, Mário Povia.

O diretor-presidente da Federação Nacional dos Operadores Portuários (Fenop), Sergio Aquino, deixou registrada a frustração de ver uma instalação portuária desativada. “Não podemos ficar calados e temos que repensar o modelo que temos no País com relação à infraestrutura. Nenhum país sério que queira ser competitivo se dá ao luxo de deixar uma instalação portuária pronta e operando parada durante seis anos, com perda de receitas para o Porto”, afirmou.

Entre 1986 e 2011, a área foi operada pela Vopak Brasil e, hoje, a gleba está inoperante, após a suspensão, pela Justiça, de um processo licitatório realizado em maio de 2012.

Equipe LMX

Fonte: Portos e Navios

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