Movimento de cargas no Porto de Santos sobe 4,4% em 2018

O Porto de Santos registrou, no primeiro semestre do ano, mais de 76,33 milhões de toneladas de carga movimentadas. Este crescimento foi de 4,4% em relação ao ano passado no mesmo período. Foi o melhor resultado da história para os primeiros sete meses do ano. Embarques e desembarques de mercadorias também tiveram números recordes para o período. Os dados foram copilados pela Gerência de Estatísticas da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp).

Levando apenas julho em conta, houve queda de 1,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. A redução já era esperada, pela menor oferta de açúcar, dentre outros fatores. Os embarques somaram 8,56 milhões de toneladas (redução de 3% em relação a julho/2017). Já os desembarques cresceram 2,6% em relação ao ano anterior, com o registro de 3,3 milhões de toneladas.

Movimentação anual

A movimentação de cargas no Porto de Santos em 2018, até julho, foi de 76.338.046 toneladas. Foi o melhor resultado histórico para o período. O total de embarques foi de 54,56 milhões t, crescimento de 2,9% em relação a igual período do ano passado.  O complexo soja (grãos e farelos) apresentou a maior tonelagem.

O 2º produto em movimentação foi o açúcar, com a marca de 8,32 milhões t. O resultado é 25,8% menor que o de 2017, devido à opção das usinas em priorizar a produção de etanol. Em 3º no ranking está o milho, com 2,71 milhões de toneladas. O grão teve safra menor em relação ao período anterior e o escoamento foi impactado atraso nos embarques de soja e pelo impasse no preço do frete. Com isso, houve redução de 2,6% em comparação ao ano anterior (em 2017 foram 2,78 milhões t no período). O escoamento da safra do produto entra no pico neste início de 2º semestre e a projeção é de queda geral no ano.

No fluxo de desembarques, houve crescimento de 8,5% em relação aos primeiros sete meses de 2017. O produto de maior movimentação foi o adubo, com mais de 2,0 milhões t, mantendo-se como a 4º carga de maior tonelagem no Porto de Santos. Na comparação com 2017, houve redução de 6,5% (2,14 milhões t entre janeiro e julho). A 2ª carga mais desembarcada foi enxofre, com 1,26 milhões t (15,9% de crescimento; 1,09 milhões t no ano passado). Um destaque nos desembarques é o trigo, que alcançou seu melhor número histórico: 783,1 mil toneladas, crescimento de 21% em relação a 2017.

Movimento mensal

Em julho de 2018 o Porto de Santos registrou a marca de 11.872.362 toneladas. É a 2ª melhor movimentação para o mês, ficando 1,5% abaixo do apurado em 2017 (12,05 milhões t). Nos embarques, o volume ficou 3% menor do que no mesmo período do ano passado. O destaque é o complexo soja, que mantém números recordes no ano. O crescimento foi 60,9% em relação a julho do ano passado, com 2,49 milhões t (ante 1,55 milhões t do ano passado). O 2º produto mais embarcado foi o açúcar, com 1,48 milhão t, seguido pelo milho (1,22 milhão t), pela celulose (379,1 mil t), e óleo diesel (165,2 mil t).

Nos desembarques, houve crescimento de 2,6% em comparação a julho de 2017. Foram 3,30 milhões t, frente às 3,22 milhões t do mesmo mês do ano anterior. Os produtos de maior movimentação foram o adubo (411,0 mil t) e o enxofre (246,2 mil t).

Contêineres e navios

A movimentação de carga conteinerizada continua em ascensão no Porto de Santos. Em julho, o crescimento em relação ao mesmo mês do ano passado foi de 3,7%. Passaram pelo Porto 345.748 teu (medida padrão, equivalente a um contêiner de 20 pés), contra 333.414 teu em julho de 2017.  O acumulado de janeiro a julho é recorde, apresentando crescimento de 10,5% em relação ao ano passado, totalizando 2.349.165 teu. Em 2017 foram 2.125.897 teu movimentados no mesmo período.

As atracações de navios no Porto de Santos no mês de julho somaram 414 navios, 6 a menos que em julho/2017. No ano, há um acréscimo de 2,2% no número de embarcações, com o registro de 2.854 atracações no período. Em 2017, foram 2.793 atracações de janeiro a julho.

Fonte: Portos e Navios

Equipe LMX

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Antaq deve mudar sistema usado para reajustar tarifas

Próximo reajuste das tarifas portuárias seguirá nova metodologia, com mais transparência e previsibilidade da formação dos custos na cadeia logística. O novo sistema foi elaborado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), entre 2011 e 2014.

O anúncio foi feito pelo diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Mário Povia. Durante a reunião do Comitê dos Usuários de Portos e Aeroportos (Comus) da Associação Comercial de São Paulo, nesta semana.

O representante da agência reguladora garante que a equipe está trabalhando na implantação da ferramenta. Metodologia prevê mais transparência e previsibilidade da formação de custos para a cadeia logística.

O professor do Departamento de Engenharia Naval e Oceânica da Poli-USP, Rui Carlos Botter, foi um dos integrantes do projeto. Este surgiu de um acordo do Tribunal de Contas da União (TCU) segundo o qual a Antaq deveria ter uma metodologia para a formação do preço das tarifas.

Ele lembra que, na época, pilotos de introdução foram desenvolvidos em Santos e na Bahia. “Mas, quando estava para ser efetivado, houve um problema com a SEP (Secretaria Especial de Portos). Depois, passou para o Ministério dos Transportes, e esse assunto ficou em banho-maria”.

O convênio assinado com a USP previa a avaliação da situação econômica dos portos brasileiros para verificar a eficiência produtiva das entidades portuárias. Além do desenvolvimento de um modelo de cálculo de tarifas a ser instituído, prevendo, por exemplo, reajustes anuais e revisão periódica de tarifas a cada cinco anos. 

Baseado em custos e regime de eficiência, o modelo deveria prever mecanismos para compartilhar com os usuários os benefícios dos ganhos de eficiência operacional e buscar reduzir os níveis tarifários estabelecidos aos custos pela utilização de receitas de outras fontes, principalmente patrimoniais, para fins de modicidade tarifária.

Botter explica que, no estudo apresentado à Antaq, a intenção era de que cada autoridade portuária inserisse os dados, e a agência fizesse o acompanhamento. “Isso daria uma transparência nas tabelas de custos e seria possível calcular as tarifas portuárias usando um índice específico com base nos custos do porto, custos fiéis”.

Além de poder fazer comparações entre todos os portos e expandir as práticas eficazes, segundo o especialista, o sistema poderia também, por exemplo, alterar a tarifa em vários tipos de situações, como no caso de um cataclismo que afetasse alguma área portuária.

O professor da Poli-USP afirma que, depois da entrega do estudo, não acompanhou o andamento dado pela Antaq e que não sabe efetivamente como a metodologia deve ser aplicada.

Procurada para explicar a metodologia e como deve ser a adoção do novo sistema, a Antaq não respondeu até o fechamento desta edição.

Correção tarifária

Em junho, depois de três anos sem alterações, a Antaq autorizou um reajuste de 16,7%, nas tarifas portuárias. Elas cobrem a utilização de infraestrutura portuária, terrestre e de serviços.

Em 2017, a Codesp apresentou um estudo que apontava a necessidade de aumentar 54,4% em todas as tabelas tarifárias vigentes. Os empresários do setor portuário esperavam que o aumento atingisse até 6%.

O Conselho da Autoridade Portuária (CAP) da Docas solicitou que a diretoria da Codesp estudasse um escalonamento do reajuste. Isso não aconteceu.

Representantes do Comus pretendem, ainda, solicitar à Autoridade Portuária que não aplique o reajuste em sua totalidade.

A estatal afirma que qualquer redução ou parcelamento da tarifa alteraria sua receita e comprometeria a ampliação. Além da melhoria da infraestrutura do Porto de Santos.

“Há toda uma metodologia por trás do reajuste. Não foi uma revisão tarifária, nem aumento de preço, senão repasse inflacionário”, defendeu Povia, durante a reunião do Comus.

Fonte: Portos e Navios

Equipe LMX

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Movimentação dos portos e terminais cresce 1%

Movimentação dos portos e terminais cresce 1%

Além disso, atingiu 276,8 milhões de toneladas no segundo trimestre.

A movimentação de instalações portuárias, portos públicos e privados cresceu em 1% no segundo trimestre de 2018. Isso comparando com o mesmo período do ano passado, somando 276,8 milhões de toneladas movimentadas.

Este número expressa o aumento de 2,6 milhões de toneladas na comparação entre os dois períodos. Estes dados estão registrados no Boletim Informativo Aquaviário do 2º Trimestre de 2018. Documento produzido pela Gerência de Estatística e Avaliação de Desempenho, da ANTAQ – ele foi divulgado na última quinta-feira (16/08).

Houve um aumento de 2% na movimentação dos portos públicos em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Este valor representa um ganho expressivo se comparado à evolução dos segundos trimestre entre 2016 e 2017 – quando houve decréscimo de 0,2%.

A notícia também é positiva para os portos privados! Houve crescimento de 0,5% (comparando com o mesmo período de 2017).

“Esse crescimento reflete a resposta positiva que o setor continua apresentando ao longo do tempo, apesar de oscilações visíveis. Demonstrando que está apto a atender às demandas do mercado brasileiro. Seja nos movimentos internos (cabotagem e vias interiores) ou mesmo nas exportações e importações”, explicou o gerente de Estatística e Avaliação de Desempenho da ANTAQ, Fernando Serra.

Neste trimestre, os portos privados movimentaram 181,6 milhões de toneladas. O que representou 65,6% das cargas movimentadas no conjunto das instalações portuárias do país. Já os portos públicos movimentaram 95,2 milhões de toneladas, representando participação de 34,4% da movimentação total das instalações portuárias brasileiras.

Maiores movimentações

– Minério de ferro, com 98,7 milhões de toneladas e aumento de 1,8% em relação a igual período do ano anterior;

– Petróleo e derivados (48,3 milhões de toneladas, mas decréscimo de 1,7%);

– E soja (40 milhões de toneladas e crescimento de 11,9%);

– Os contêineres foram a quarta carga mais movimentada no período, com 26,2 milhões de toneladas e aumento de 1,8%;

– E o carvão mineral a quinta carga, com 7,1 milhões de toneladas, o que significou aumento expressivo de 30,1%.

Segundo Boletim da ANTAQ, mesmo com dificuldades de escoamento de mercadorias em maio – por conta da greve dos caminhoneiros -, o total movimentado de cargas de soja e contêineres, nos portos públicos, apresentou aumento de 13,2% e 3,6%.

O grupo petróleo e derivados manteve a atual tendência de crescimento na movimentação dos portos públicos, com ganho de 6,0%. E pasta de celulose cresceu 25%. Já entre as principais mercadorias que apresentaram queda neste trimestre as maiores reduções foram adubos, com -11,2% e açúcar (-32,1%).

Principais portos

Os dez principais portos públicos em movimentação de cargas brutas neste segundo trimestre operaram aproximadamente 82,4 milhões de toneladas. O que correspondeu a 86,5% da movimentação total dos 31 portos organizados que registraram movimento de cargas no período.

Com relação ao Porto de Santos, a movimentação neste segundo trimestre foi de 27,2 milhões de toneladas. Queda de 0,6% em relação a igual período do ano passado. Contêineres e soja lideraram entre as mercadorias movimentadas no trimestre, somando 16,7 milhões de toneladas.

Já nos portos privados, o aumento na movimentação (0,4% em relação ao segundo trimestre de 2017) foi reflexo da maior movimentação de minério de ferro (+1,6%), soja (+10,3%) e carvão mineral (+29,4%). Um dos destaques em relação a esse tipo de instalação foi o Terminal Marítimo de Ponta da Madeira, que, na comparação com o segundo trimestre de 2017, registrou alta de 18,8%, representando incremento de aproximadamente 7,5 milhões de toneladas, sendo 99,3% do total minério de ferro.

Tipos de navegação

A movimentação de cargas de longo curso registrou movimento de 201 milhões de toneladas, queda de 1,4% em comparação ao segundo trimestre de 2017, sendo 35,6 milhões de toneladas de cargas de importação e 165,4 milhões de toneladas de cargas de exportação. A China foi o principal destino das mercadorias brasileiras no período, representando 51,7% das nossas exportações. Já quanto às importações, o principal parceiro comercial são os EUA, responsáveis por 23,1% da movimentação que chega aos portos brasileiros, sendo petróleo e derivados (28,7%) e carvão mineral (22,3%) as principais cargas importadas no trimestre.

A navegação por cabotagem registrou crescimento de 4,5% na movimentação na comparação entre este trimestre e igual período do ano anterior. Esse percentual corresponde a 1,6 milhões de toneladas acrescidas no trimestre, perfazendo um total de 56,7 milhões de toneladas movimentadas. As principais mercadorias movimentadas nesse tipo de navegação neste trimestre foram petróleo e derivados (61,4%), contêineres (11,0%) e bauxita (8,5%).

Na navegação interior, a movimentação portuária correspondeu a 18 milhões de toneladas, representando crescimento de 18,4% no comparativo entre os segundos trimestres de 2017 e 2018. Esse bom desempenho se deveu ao aumento de 10,2% na movimentação de pasta de celulose e de 768,1% na movimentação de carvão mineral, além da boa performance da soja – principal mercadoria operada nesse tipo de navegação – que registrou aumento de 20,3% neste trimestre em relação a igual período de 2017.

Fonte: Portos e Navios

Equipe LMX

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Porto santista movimentou 64,5 milhões de toneladas em 6 meses

Cerca de 64,5 milhões de toneladas foram movimentadas no Porto de Santos durante o primeiro semestre de 2018. Essa marca supera em 1,5 milhão de tonelada o total do primeiro semestre de 2017. Entre embarques e desembarques, o porto cresceu 5,6%, apesar do desempenho inferior de junho em relação ao de 2017. Essa baixa aconteceu pela queda de cerca de 4% nos embarques, ainda influenciado pelos reflexos da greve dos caminhoneiros. Após os bons resultados, é esperado que, até o final do ano, o complexo portuário movimente 133,3 milhões de toneladas. O que representará um aumento de 2,7% em relação ao ano passado.

Os embarques de milho, com alta de 55,2%, foram os destaques durante o primeiro semestre do ano e alavancaram resultados. Seguidos pela celulose (40,7%) e sucos cítricos (35,2%). Apesar de uma alta de apenas 10,4%, as exportações de soja tiveram representatividade de quase 20 milhões de toneladas, alavancando os números. Nas operações de descarga, as cargas de fosfato de cálcio (47 %), soda cáustica (35,2%) e amônia (29,4 por cento) tiveram maior relevância na balança comercial.

Cerca de 2 milhões de TEUS (medida padrão de um contêiner de 20 pés) foram movimentados no Porto de Santos. Isso durante o primeiro semestre de 2018, um aumento de 11,8% em relação ao ano anterior. Quase 22 milhões de toneladas de carga operadas, mesmo com a queda de 8,5% do movimento de contêineres, em comparação a junho de 2017. De acordo com a Companhia Docas do Estado de São Paulo (CODESP) são 11 meses de crescimento graças às condições do calado que vem sendo mantidas pela dragagem, propiciando a navegação de navios de maior porte no complexo santista.

Balança comercial

Com o crescimento apresentado durante o semestre, Santos passa a representar 27,7% na balança comercial. As exportações representaram 26,7% do total, equivalente a US$ 30,2 bilhões. As importações chegaram a US$ 23,9 bilhões, com 29,2% de participação. A participação de Santos atinge 36,4% levando em conta apenas as trocas comerciais utilizando o sistema portuário.

Com estes números, Porto de Santos bateu recorde de movimentação de cargas no primeiro semestre. “Ver o maior porto do país registrando números tão expressivos, nos mostra que o comércio exterior brasileiro está crescendo. E ainda tem muito potencial a ser explorado. Com os investimentos corretos e empresas preocupadas com o setor, este mercado pode ser ainda mais representativo em nossa economia”. Quem afirma é a Asia Shipping, multinacional referência no transporte de cargas.

Fonte: Portos e Navios

Equipe LMX

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Porto de Santos terá dois novos terminais de líquidos em 2020

Em dois anos, o Porto de Santos terá dois terminais novos com especialização em granéis líquidos combustíveis. Um destes portos será leiloado em setembro. Na última sexta-feira (20), a Antaq anunciou um novo edital, que será publicado no primeiro trimestre de 2019. O objetivo do Governo Federal é de aumentar o volume de tancagem no País. Este volume é, hoje, considerado insuficiente para os portos.

Na sexta, os planos foram debatidos em audiência pública promovida pela ACS – Associação Comercial de Santos. “O Brasil recente tomou um susto, que está fazendo a gente refletir sobre a logística e armazenamento. Isso mostrou para o Governo Federal que o volume de tancagem no País inteiro está insuficiente para dar uma segurança neste setor. Estamos trabalhando várias áreas para líquidos tentando chegar antes para que isso se torne realmente um problema”, justifica o diretor da Antaq, Adalberto Tokarski.

O novo arrendatário deverá investir em torno de R$ 110 milhões na implantação do novo terminal. O maior investimento deve ser em tanques, que pode chegar a R$ 79 milhões.

O montante inclui a compra de equipamentos e a realização das obras necessários para o desenvolvimento da instalação. Sem contar com custos com dragagem dos berços de atracação. Com isso, em 2045, Santos deve movimentar 20 milhões de toneladas de líquidos ao ano.

Dúvidas

Durante a audiência, uma das preocupações levantadas pelos presentes foi a questão da infraestrutura do Porto. “O terminal vai se prestar a fazer expedição, tancagem e recebimento. Só que não podemos esquecer que para tudo isso se precisa de berço. Nessa questão, o berço de líquidos está bastante deficiente. Essa é uma das nossas grandes preocupações”, destacou o presidente da Associação Brasileira de Terminais Líquidos (ABTL), Carlos Kopittke.

“Parece que Santos têm gargalos e essa é uma preocupação, mas sabemos que tem berço para ser construído na Alemoa. Temos um contrato da Transpetro que cabe a construção de um berço e cabe ainda a própria obrigação do arrendatário em terminal fazer o investimento e nós estamos cuidando disso”, ponderou o diretor-geral da Antaq, Mário Povia.

O diretor-presidente da Federação Nacional dos Operadores Portuários (Fenop), Sergio Aquino, deixou registrada a frustração de ver uma instalação portuária desativada. “Não podemos ficar calados e temos que repensar o modelo que temos no País com relação à infraestrutura. Nenhum país sério que queira ser competitivo se dá ao luxo de deixar uma instalação portuária pronta e operando parada durante seis anos, com perda de receitas para o Porto”, afirmou.

Entre 1986 e 2011, a área foi operada pela Vopak Brasil e, hoje, a gleba está inoperante, após a suspensão, pela Justiça, de um processo licitatório realizado em maio de 2012.

Equipe LMX

Fonte: Portos e Navios

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Porto se prepara para navios de 366 metros

Empresas e prestadores de serviço se adequam para receber nova classe de cargueiros.

Agora, o Porto de Santos pode receber embarcações de 366 metros. Para a Codesp, com toda essa infraestrutura do canal de navegação, torna-se possível trafegar com navios da classe New Panamax. Esses navios são capazes de transportar 14 mil TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés). Porém, terminais e a Praticagem de São Paulo ilustram a necessidade de obras nas estruturas.

Alguns fatores fazem com que o Porto tenha de estar preparado para essa mudança na navegação mundial. Entre eles, estão os avanços da indústria naval e o crescimento das demandas do comércio exterior. Além do aprimoramento da logística, com foco para a economia de escala no transporte de cargas.

Atualmente, o cais de Santos já recebe cargueiros com até 336 metros de comprimento, 48 metros de boca (largura) e capacidade para transporte de nove mil TEU. No mês de maio, veio pela primeira vez ao Porto de Santos o maior navio em comprimento a escalar no complexo, o Hyundai Loyalty, que tem 340 metros de proa (frente) a popa (trás).

Não apenas os navios cresceram em tamanho, mas também, consequentemente, podem transportar um maior volume de cargas. Por isso, os complexos portuários precisam se preparar para receber esses cargueiros. Neste contexto, os acessos terrestres e aquaviários merecem atenção especial para que o acesso das mercadorias ao Porto seja garantido.

Quando questionada, a Autoridade Portuária informou que o Porto de Santos contratou estudos técnicos para conseguir lidar com isso. E foram esses trabalhos que mostraram a viabilidade do acesso dessas embarcações ao cais santista.

“Os estudos demonstram que as dimensões atuais são aceitáveis para a navegação desses navios. No modelo atual não há necessidade de aumentar a largura do canal, mantendo-se as dimensões atuais”, destacou a Docas.

Requisitos para navegação

Para trafegarem pelo canal de navegação do Porto, os navios com 366 metros devem observar questões importantíssimas. A visibilidade deverá estar acima de uma milha náutica e a maré, no período em que não há variação. Os ventos terão de estar abaixo de 15 nós (27 km/h) e ondas abaixo de 1,5 metro.

Quanto aos rebocadores, a USP – que está ajudando na pesquisa – aponta que será necessário utilizar quatro embarcações. Nessas embarcações, devem constar sistemas centro proa e centro popa com capacidade de tração de 70 toneladas e soma total dos empuxos de 270 toneladas de tração.

Aprofundamento do canal é preocupação

Terminais que entendem sobre movimentação de contêineres no cais santista têm uma preocupação em especial: com o aprofundamento do canal de navegação. Com tamanhos maiores, o calado (distância vertical da parte do casco que permanece submersa) também é ampliado. E a concessão do parece ser a saída para resolver a questão.

“O maior obstáculo para a entrada desses navios é o calado. Sabemos que a Codesp e Capitania dos Portos têm investido muita energia no tema, com estudos aprofundados sobre a manobra desta classe de navios. Aguardamos a confirmação dos novos parâmetros do Porto, ainda em 2018”, destaca Marlon Tavares, diretor de Operações da Santos Brasil.

Demanda e capacidade não são problemas

Para o transporte de contêineres em navios de 366 metros no Porto de Santos, a demanda e capacidade não são consideradas obstáculos, segundo executivos dos terminais. De acordo com eles, suas instalações estão preparadas a receber essas embarcações de maior porte.

Para o diretor comercial da DP World (DPW), Fábio Siccherino, a Ásia é o principal mercado dos produtos brasileiros. E a demanda para este continente é um dos indicativos de que é necessário garantir o acesso de embarcações de grande porte ao Porto.

“Se o Porto estivesse pronto, agora neste segundo semestre, esses navios já estariam chegando. Precisamos de mais serviços, mas primeiro é preciso crescer em tamanho”, afirmou o diretor da DP World, que fica na Área Continental de Santos.

Equipe LMX

Fonte: Portos e Navios e A Tribuna

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