Antaq deve mudar sistema usado para reajustar tarifas

Próximo reajuste das tarifas portuárias seguirá nova metodologia, com mais transparência e previsibilidade da formação dos custos na cadeia logística. O novo sistema foi elaborado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), entre 2011 e 2014.

O anúncio foi feito pelo diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Mário Povia. Durante a reunião do Comitê dos Usuários de Portos e Aeroportos (Comus) da Associação Comercial de São Paulo, nesta semana.

O representante da agência reguladora garante que a equipe está trabalhando na implantação da ferramenta. Metodologia prevê mais transparência e previsibilidade da formação de custos para a cadeia logística.

O professor do Departamento de Engenharia Naval e Oceânica da Poli-USP, Rui Carlos Botter, foi um dos integrantes do projeto. Este surgiu de um acordo do Tribunal de Contas da União (TCU) segundo o qual a Antaq deveria ter uma metodologia para a formação do preço das tarifas.

Ele lembra que, na época, pilotos de introdução foram desenvolvidos em Santos e na Bahia. “Mas, quando estava para ser efetivado, houve um problema com a SEP (Secretaria Especial de Portos). Depois, passou para o Ministério dos Transportes, e esse assunto ficou em banho-maria”.

O convênio assinado com a USP previa a avaliação da situação econômica dos portos brasileiros para verificar a eficiência produtiva das entidades portuárias. Além do desenvolvimento de um modelo de cálculo de tarifas a ser instituído, prevendo, por exemplo, reajustes anuais e revisão periódica de tarifas a cada cinco anos. 

Baseado em custos e regime de eficiência, o modelo deveria prever mecanismos para compartilhar com os usuários os benefícios dos ganhos de eficiência operacional e buscar reduzir os níveis tarifários estabelecidos aos custos pela utilização de receitas de outras fontes, principalmente patrimoniais, para fins de modicidade tarifária.

Botter explica que, no estudo apresentado à Antaq, a intenção era de que cada autoridade portuária inserisse os dados, e a agência fizesse o acompanhamento. “Isso daria uma transparência nas tabelas de custos e seria possível calcular as tarifas portuárias usando um índice específico com base nos custos do porto, custos fiéis”.

Além de poder fazer comparações entre todos os portos e expandir as práticas eficazes, segundo o especialista, o sistema poderia também, por exemplo, alterar a tarifa em vários tipos de situações, como no caso de um cataclismo que afetasse alguma área portuária.

O professor da Poli-USP afirma que, depois da entrega do estudo, não acompanhou o andamento dado pela Antaq e que não sabe efetivamente como a metodologia deve ser aplicada.

Procurada para explicar a metodologia e como deve ser a adoção do novo sistema, a Antaq não respondeu até o fechamento desta edição.

Correção tarifária

Em junho, depois de três anos sem alterações, a Antaq autorizou um reajuste de 16,7%, nas tarifas portuárias. Elas cobrem a utilização de infraestrutura portuária, terrestre e de serviços.

Em 2017, a Codesp apresentou um estudo que apontava a necessidade de aumentar 54,4% em todas as tabelas tarifárias vigentes. Os empresários do setor portuário esperavam que o aumento atingisse até 6%.

O Conselho da Autoridade Portuária (CAP) da Docas solicitou que a diretoria da Codesp estudasse um escalonamento do reajuste. Isso não aconteceu.

Representantes do Comus pretendem, ainda, solicitar à Autoridade Portuária que não aplique o reajuste em sua totalidade.

A estatal afirma que qualquer redução ou parcelamento da tarifa alteraria sua receita e comprometeria a ampliação. Além da melhoria da infraestrutura do Porto de Santos.

“Há toda uma metodologia por trás do reajuste. Não foi uma revisão tarifária, nem aumento de preço, senão repasse inflacionário”, defendeu Povia, durante a reunião do Comus.

Fonte: Portos e Navios

Equipe LMX

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Porto santista movimentou 64,5 milhões de toneladas em 6 meses

Cerca de 64,5 milhões de toneladas foram movimentadas no Porto de Santos durante o primeiro semestre de 2018. Essa marca supera em 1,5 milhão de tonelada o total do primeiro semestre de 2017. Entre embarques e desembarques, o porto cresceu 5,6%, apesar do desempenho inferior de junho em relação ao de 2017. Essa baixa aconteceu pela queda de cerca de 4% nos embarques, ainda influenciado pelos reflexos da greve dos caminhoneiros. Após os bons resultados, é esperado que, até o final do ano, o complexo portuário movimente 133,3 milhões de toneladas. O que representará um aumento de 2,7% em relação ao ano passado.

Os embarques de milho, com alta de 55,2%, foram os destaques durante o primeiro semestre do ano e alavancaram resultados. Seguidos pela celulose (40,7%) e sucos cítricos (35,2%). Apesar de uma alta de apenas 10,4%, as exportações de soja tiveram representatividade de quase 20 milhões de toneladas, alavancando os números. Nas operações de descarga, as cargas de fosfato de cálcio (47 %), soda cáustica (35,2%) e amônia (29,4 por cento) tiveram maior relevância na balança comercial.

Cerca de 2 milhões de TEUS (medida padrão de um contêiner de 20 pés) foram movimentados no Porto de Santos. Isso durante o primeiro semestre de 2018, um aumento de 11,8% em relação ao ano anterior. Quase 22 milhões de toneladas de carga operadas, mesmo com a queda de 8,5% do movimento de contêineres, em comparação a junho de 2017. De acordo com a Companhia Docas do Estado de São Paulo (CODESP) são 11 meses de crescimento graças às condições do calado que vem sendo mantidas pela dragagem, propiciando a navegação de navios de maior porte no complexo santista.

Balança comercial

Com o crescimento apresentado durante o semestre, Santos passa a representar 27,7% na balança comercial. As exportações representaram 26,7% do total, equivalente a US$ 30,2 bilhões. As importações chegaram a US$ 23,9 bilhões, com 29,2% de participação. A participação de Santos atinge 36,4% levando em conta apenas as trocas comerciais utilizando o sistema portuário.

Com estes números, Porto de Santos bateu recorde de movimentação de cargas no primeiro semestre. “Ver o maior porto do país registrando números tão expressivos, nos mostra que o comércio exterior brasileiro está crescendo. E ainda tem muito potencial a ser explorado. Com os investimentos corretos e empresas preocupadas com o setor, este mercado pode ser ainda mais representativo em nossa economia”. Quem afirma é a Asia Shipping, multinacional referência no transporte de cargas.

Fonte: Portos e Navios

Equipe LMX

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Açu quer escoar produção de Minas Gerais

O Porto do Açu, no Rio de Janeiro, quer ser o principal elo entre o mercado internacional e Minas Gerais. Para isso, trabalha na aproximação com entidades, lideranças empresariais e representantes do governo estadual. Trabalhando o estreitamento de laços e troca de experiências. O objetivo é atrair negócios e operações mineiras para o Terminal Multicargas (T-Mult). Com isso, o empreendimento pode ser a principal solução portuária para as indústrias do Estado.

Em relação ao escoamento de produtos, o porto está localizado no município de São João da Barra, no Norte Fluminense. Ele também possui acesso às principais rodovias e conexão com trechos ferroviários contemplados no Plano de Logística do governo federal.

Privado

O Porto do Açu é 100% privado. Conta com uma área total de 130 quilômetros quadrados, nove terminais divididos em áreas offshore e onshore, além de área para a instalação de unidades de empresas dos setores marítimo e industrial.

Alcançou, no ano passado, a quarta posição em volumes de minério de ferro exportados por terminais privados. Tem capacidade de movimentar 26,5 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. E também 1,2 milhão de barris de petróleo por dia. Já o Terminal Multicargas possui profundidade de 14,5 metros e 500 metros de cais e capacidade de movimentar 4 milhões de toneladas por ano de granéis sólidos e carga geral.

Ao todo, mais de 2,4 mil embarcações acessaram o porto em 2017, 155% a mais do que em 2016. O porto já soma 3 quilômetros de cais em operação, com possibilidade de expansão para até 17 quilômetros.

Considerando os investimentos realizados desde 2007, quando foi idealizado, já foram aplicados cerca de R$ 12,4 bilhões no empreendimento como um todo. Desse montante, R$ 6,4 bilhões foram investidos pela Porto do Açu Operações (subsidiária da Prumo Logística), e R$ 3,7 bilhões pela Ferroport e pela Anglo American. O restante foi aplicado pelas empresas que construíram e operam unidades no local.

Agora, terá início um projeto de R$ 7 bilhões, que visa o desenvolvimento do maior parque termelétrico da América Latina. Trata-se do projeto da Gás Natural Açu (GNA), que conta com as empresas Siemens, BP e Prumo Logística como parceiras. O negócio consiste em um contrato de aluguel de área para a construção de termelétricas e de um terminal de regaseificação de gás natural liquefeito (GNL).

Fonte: Portos e Navios

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Governo quer conceder 17 terminais neste ano

Governo pretende oferecer mais 17 áreas de locação de terminais portuários até o fim de 2018. O plano é conjunto ao Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). Em conjunto, essas parcerias devem exigir por volta de R$ 2,5 bilhões em subsídios.

Essa informação foi dada pelo diretor Diogo Piloni da Silva do PPI. Ele é responsável pela área portuária e concedeu a informação em coletiva de imprensa. O objetivo da coletiva era falar sobre o resultado do leilão de áreas portuárias que aconteceu na última sexta-feira (27).

Leilão

Das 17 novas áreas em jogo, quatro já tem data de leilão marcada. Em setembro, serão oferecidos terminais de granéis líquidos em Santos (SP), granéis sólidos de origem vegetal em Santana (AP). E também de GLP em Miramar (PA). Além de área de movimentação e armazenagem em Santos (SP) hoje ocupada pela Rodrimar. Propostas de arrendamento de mais 10 áreas serão encaminhadas ao Tribunal de Contas da União (TCU). Incluindo terminais em Cabedelo (PB) e Miramar e Vila do Conde (PA). A intenção é realizar a licitação neste ano. Adicionalmente, a intenção também é realizar consultas públicas para outras três áreas, incluindo um terminal de contêineres em Suape (PE).

Equipe LMX

Fonte: Portos e Navios

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Uso de ferrovias na movimentação de cargas aumenta em 21% no Paraná

O uso de ferrovias para movimentar cargas no Porto de Paranaguá cresceu em 21% desde 2012. Este ano, foi registrada a maior quantidade de produtos transportados por trens, de janeiro até maio, no cais paranaense.

No primeiro semestre de 2018, foram contabilizadas 4.876.620 toneladas movimentadas pelos trilhos. A expectativa é de que a participação desse tipo de transporte aumente cada vez mais.

Em maio, o desembarque por trem registrou recordes jamais vistos. Foram descarregadas 1,014 milhão de toneladas de produtos no Porto de Paranaguá via ferrovia. Isso representa 28,1% da movimentação total. Este número marca o melhor momento registrado desde janeiro de 2011.

Já no mês passado, em junho, chegaram por trem até Paranaguá cerca de 1.012.224 de toneladas de produtos.

Produtos

No cais paranaense, os principais produtos movimentados pelas ferrovias foram o açúcar (40%), soja (23%), milho (11%) e contêineres (9%). Além destes, destacam-se também farelos (7%), derivados de petróleo (6%) e fertilizantes (3%).

Lourenço Fregonese é diretor-presidente da Appa. Ele diz que integrar porto e ferrovia é fundamental para uma maior competitividade e eficiência nas operações dos clientes do porto. “Os trens oferecem regularidade no fluxo operacional e segurança no transporte”, destaca ele.

Potencial ferroviário

Para entender o impacto positivo que o modal ferroviário causa, um vagão é capaz de transportar 45 toneladas de produtos. Ou seja, cinco toneladas a maios do que um modal rodoviário.

Sem contar que são necessários 1.500 vagões para carregar um navio. Para a mesma quantidade, são necessários 1.800 veículos para carregar um caminhão. Além disso, são necessários 1.500 vagões para carregar um navio. Já o número de caminhões para carregar a mesma quantidade é de 1.800 veículos.

Em Paranaguá, o trem consegue encostar muito próximo dos navios e também da área retro portuária, onde os produtos são armazenados e estocados.

A operação logística por meio da ferrovia é a melhor opção, pois na soma dos custos logísticos com o transporte da carga, o valor pode ficar de 10% a 20% menor pela ferrovia.

De acordo com o diretor de Operações da Appa, Luiz Teixeira Júnior, a capacidade do Porto é para descarga férrea de 32 milhões de toneladas/ano, o que equivale a 1785 vagões por dia ou 89.250 toneladas/dia. “Atualmente Paranaguá conta com 70 quilômetros de linhas férreas, sendo 7,5 quilômetros instalados no Corredor de Exportação do Porto”, informa Teixeira.

Fonte: Portos e Navios

Equipe LMX

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Entenda o que acontece dentro de um processo logístico de uma empresa e qual a sua importância

Para entender o processo logístico, é preciso compreender o que significa logística. Este termo é muito usado em conversas e reuniões de empresas, mas o que é logística de fato?

A palavra tem origem grega e também do francês “logistique”, ela se associa com álgebra e lógica matemática. Em uma tradução livre, significa planejamento e realização de vários projetos.

A palavra ficou muito popular durante a guerra, como uma área do exército que cuidava do planejamento de processos importantes. Como, por exemplo, armazenamento, distribuição e manutenção de itens. Essa área manuseava itens como armas, alimentos, roupas e também remédios. A sua principal função era garantir que eles estivessem prontos para utilização no local e no momento de necessidade.

Ou seja, como não dá para produzir um produto na hora e local em que precisa ser consumido, é preciso se armazenar as mercadorias produzidas e transportá-las. A logística é a área que cuida para que estes produtos estejam disponíveis no local de consumo ao menor custo possível.

O processo logístico é essencial para o funcionamento harmonioso de qualquer negócio. Se não há quem compre e controle a matéria-prima necessária para a produção de um item, como serão produzidos os produtos e materiais que a empresa leva para o mercado? E se não há quem cuide dessa distribuição e do transporte, como o produto poderá chegar às mãos do consumidor final?

Etapas do processo logístico

1)      Administração de materiais e recursos

É a etapa em que se faz um levanta de forma precisa e detalhada as necessidades de cada área da empresa. Ou seja: tudo o que é preciso para que a produção seja feita e distribuída.

É fundamental que os estoques estejam organizados e preenchidos de acordo com as demandas que surgirem. Assim, não existe o risco de faltar ou sobrar produtos.

2)      Armazenamento

Esse processo consiste em métodos e técnicas de proteção, conservação e controle de todos os produtos disponíveis em estoque para uma possível distribuição.

Depois de prontos, os produtos e mercadorias são guardados nos chamados centros de distribuição até serem transportados para os compradores e compartilhados no mercado.

3)      Distribuição

Etapa ligada ao transporte dos produtos finais e aos métodos, sistemas e equipamentos utilizados. Além dos prazos de saída e entrega das mercadorias para o consumidor.

4)      Administração de compras

Esta etapa é ligada a tudo que será preciso comprar para que os materiais sejam produzidos de forma efetiva e no tempo determinado. Isso inclui a escolha dos melhores fornecedores, tipos de matéria-prima, quantidades, orçamentos e preços.

5)      Transporte

Agora, é a hora de escolher o meio de transporte ideal para a distribuição das mercadorias, dos profissionais responsáveis, do controle e prazos de entrega. Tudo deve ser entregue de forma segura e com total qualidade que o consumidor almeja.

Aqui na LMX, além de todas essas etapas citadas acima, também contamos com a etapa da logística reversa. A Logística Reversa de caráter sustentável surgiu com o intuito de viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial através de um conjunto de ações para reciclá-los ou reutilizá-los.

É um processo que se dá também com a coleta de produtos devolvidos por diversos fatores. Como, por exemplo, devolução por troca, garantia, avarias, erro no processamento de pedido, entre outros.

A LMX tem em vista a criação de campanhas de educação para um consumo consciente. Além de uma fiscalização dos processos da logística reversa. Assim sendo uma constante preocupação para a empresa e seus colaboradores.

Equipe LMX

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