É fato: investimentos chineses podem ser grande chance para o Brasil

Uma opinião é unânime entre especialistas: o Brasil precisa aprender como atrair mais investimentos chineses na área de infraestrutura logística. Assim, o país se tornará mais competitivo no mercado mundial e firmará parcerias comerciais frutíferas com o gigante asiático.
Para Larissa Wachholz, sócia do grupo de consultoria Vallya, esse investimento seria inclusive do interesse das empresas chinesas. Pois, após desenvolverem a infraestrutura interna de seu país, precisam olhar para fora para se manter ativas.
Wachholz participou de debate no dia 06 de setembro durante o seminário Brasil-China, realizado pela Folha. O evento foi patrocinado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (Apex-Brasil), do Banco Modal e da distribuidora Caoa Chery. Ainda teve apoio da CNI (Confederação Nacional da Indústria).
As grandes necessidades do Brasil ainda são infraestrutura e cadeia logística. Nessas áreas, a organização nacional deixa muito a desejar –e a China tem know how, afirmou a palestrante.

Belt and Road

Nesse sentido, uma grande oportunidade é a iniciativa “Belt and Road”. Ela é um megaplano de investimentos do governo chinês para injetar bilhões de dólares em projetos de infraestrutura em vários continentes. Incluindo a Ásia, África, América Latina, Oriente Médio e Europa. Mas isso, afirmou a consultora, requer coordenação de uma estratégia interna e definir posições concretas sobre o que o Brasil pretende alcançar.

Roberto Jaguaribe, presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (Apex-Brasil), apontou como essencial para o crescimento econômico nacional o investimento chinês em áreas como ferrovias, bens de consumo e produção de energia.

Seriam investimentos de interesse da própria China, já que o Brasil pode se mostrar um parceiro valioso. Principalmente pelo potencial produtivo capaz de suprir as grandes necessidades de consumo chinesas.

“O Brasil é um parceiro estratégico enorme. Precisamos construir uma relação calcada na complementaridade econômica e em uma grande convergência que existe entre os interesses dos dois países.”

Algumas das barreiras, destaca Jaguaribe, são a falta de estratégia nacional bem definida para atrair investimentos em áreas-chave, como a infraestrutura logística, e de conhecimento mais aprofundado sobre o funcionamento do mercado chinês.

“Se perguntar a um empresário brasileiro que quer exportar, ele não vai conseguir dizer o nome de uma única empresa onde tenha interesse em inserir seu produto no mercado chinês”, concorda Thomaz Machado, presidente da consultoria ChinaInvest. E a recíproca é verdadeira, diz ele.

Fonte: Portos e Navios

Equipe LMX

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